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sábado, 12 de novembro de 2011

O QUE É VAGINITE?O QUE CAUSA?COMO EVITAR?


Vaginite é uma inflamação dos tecidos da vagina. Quando a vulva (camada de pele que recobre a abertura da vagina) também inflama chama-se vulvovaginite.

A 
vaginite pode ocorrer em mulheres de todas as idades.

Como ocorre?

A 
vaginite pode ser causada por diversos organismos que infectam a vagina e também por substâncias irritantes, tais como o sabonete ou talco.

Alguns microorganismos que causam a 
vaginite são sexualmente transmissíveis. São exemplos desses microorganismos que infectam a vagina:

- Um 
fungo chamado Candida albicans produz um corrimento espesso e esbranquiçado.(CANDIDÍASE)


- Um protozoário (uma classe de animais microscópicos) denominado Tricomonas vaginalis que causam um corrimento vaginal espumoso e mal cheiroso.(TRICOMONÍASE)


- O crescimento exagerado de uma 
bactéria que normalmente é encontrada na vagina saudável pode gerar um corrimento mal cheiroso que lembra peixe estragado.(GARDNERELLA)


A 
vaginite também pode ser causada devido ao estresse psicológico, má higiene e vários outros irritantes, incluindo:

- preservativos e diafragmas.
- cremes, espumas e gel espermicida.
- Produtos de higiene íntima, tais como desodorantes íntimos ou talcos.
- Duchas
- Roupas que retém a transpiração tais como meia-calça de nylon e semelhantes.
- Absorventes internos
- Objetos eróticos
- Lesão física da área da vagina.

Às vezes a causa da 
vaginite é desconhecida.

Quais são os sintomas?

O sintoma principal da 
vaginite é o excesso de umidade ou um corrimento de aspecto amarelado na vagina. Um tipo de corrimento leitoso é considerado normal em mulheres de todas as idades.

Você também pode perceber:

- Odor desagradável proveniente da vagina.
- 
Prurido (coceira)
- E ainda uma vulva com aspecto avermelhado, inchada que pode estar dolorida ou coçando.

Se houver dor na região inferior do abdomen ou um sangramento menstrual irregular deve-se procurar um médico imediatamente.

Algumas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) podem simular a vaginite. Se você manteve relações sexuais sem o uso de preservativos e desenvolveu alguns dos sintomas acima, procure o médico.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é obtido em exames realizados no consultório e laboratório que podem incluir a análise do corrimento vaginal, exame de urina e diversas culturas.

Como é procedido o tratamento?

Objetivo do tratamento é eliminar os microorganismos ou irritantes que estejam causando os sintomas.

Infecções são tratadas com antibióticos, antifúngicos, cremes ou pomadas bactericidas, comprimidos ou supositórios vaginais. O seu médico pode lhe recomendar a abstinência sexual por um tempo e recomendar o tratamento do seu parceiro sexual de modo a prevenir a re-infecção.

A 
vaginite que é causada por substâncias irritantes geralmente resolve-se ao serem retirados os agentes agressores. Em alguns casos é necessário adicionar ao tratamento o uso de cremes com corticóides ou com outros hormônios.

Qual a duração dos sintomas?

Os sintomas geralmente diminuem e desaparecem após um dia de tratamento. A infecção diminui em torno de uma semana com o tratamento. É muito importante que se tome a medicação corretamente durante o tempo prescrito, mesmo que os sintomas desapareçam antes, para prevenir a reincidência.

Que cuidados devem ser tomados?
Para diminuir os sintomas:

- Banhe-se com sabonete neutro e água morna (não quente). Passe uma esponja suavemente pela região genital, nunca esfregue.
- Use roupas soltas e roupas íntimas de preferência de algodão e mantenha a área genital seca.

Entre em contato com o seu médico quando houver mudança no aspecto do corrimento em relação a cor, consistência ou volume.

O que pode ser feito para prevenir a vaginite? 

- 
Banhar-se diariamente com sabonete neutro e água morna.
- Usar roupas íntimas de algodão, principalmente se fizer exercícios físicos.
- Troque a roupa íntima todos os dias.
- Evite usar meia-calça por muito tempo, especialmente em dias quentes e úmidos.
- Troque o uso do papel higiênico e procure lavar-se depois de usar o banheiro.Se não for possível, use papel higiênico branco sem perfume ou sem outro tipo de tinta que possa causar irritação.
- Evite o uso de produtos de higiene íntima (desodorantes, talcos, etc) e produtos para banho em banheira.
- Não faça ducha íntima ginecológica,ela não é necessária.
- Dê preferência aos absorventes sem perfume (normais ou internos).
- Evite espermicidas em suas diversas formas.

Desenvolvido por Phillis G. Cooper, R.N., M.N., e "Clinical Reference Systems"
Copyright 1998 Clinical Reference Systems.

VOCÊ SABE LAVAR SUAS CALCINHAS?!?VEJA O MODO CORRETO PARA EVITAR VAGINITES...


MUITAS MULHERES DESENVOLVEM O HÁBITO DE LAVAR AS CALCINHAS NO BANHO E USAM O SABONETE, MUITAS VEZES PERFUMADO, PARA ISSO. SAIBAM QUE  O SABONETE  COMUM PODE DEIXAR RESÍDUOS NO TECIDO E O BANHEIRO NORMALMENTE É UM LUGAR ÚMIDO E POUCO VENTILADO, O QUE DIFICULTA A SECAGEM DE FORMA ADEQUADA E ATÉ FACILITA O APARECIMENTO DE FUNGOS, MOFO ETC...  E  SE ALGUÉM USAR A DESCARGA COM A TAMPA LEVANTADA, CORRE O RISCO DE CONTAMINAR SUA LANGERIE COM COLIFORMES FECAIS E OUTRAS BACTÉRIAS...
OUTRAS MULHERES ENTRETANTO, AINDA COSTUMAM LAVAR SUAS PEÇAS ÍNTIMAS NA MÁQUINA DE LAVAR E ATÉ JUNTO COM OUTRAS ROUPAS DO DIA À DIA...ESSAS FORMAS ERRADAS DE HIGIENIZAR AS CALCINHAS PODEM SER UM AGRAVANTE SÉRIO PARA CONSEGUIR UM CORRIMENTO E DESENCADEAR UMA VAGINITE. PARA MULHERES QUE RECLAMAM DE ESTAR SEMPRE TRATANDO DE CORRIMENTOS QUE  RETORNAM CONSTANTEMENTE, O HÁBITO EQUIVOCADO DE LAVAR AS CALCINHAS PODE SER O MOTIVO...
O CORRETO É VOCÊ TER UM BALDINHO PRÓPRIO E SEPARADO PARA LAVAR APENAS AS SUAS CALCINHAS E USAR UM SABÃO NEUTRO PARA ISSO, RETIRANDO TODO RESÍDUO DE SABÃO NO ENXAGUE. PROCURE DAR UMA FERVIDA NA SUA LANGERIE PELO MENOS UMA VEZ AO MÊS E CULTIVAR O HÁBITO DE SECÁ-LAS AO SOL OU SE NÃO FOR POSSÍVEL, ESTENDA A CALCINHA PELO AVESSO EM LOCAL BEM VENTILADO. 
OUTRA DICA INTERESSANTE É USAR UMA MISTURA DE 3 COLHERES DE SOPA DE ÁGUA OXIGENADA(10 VOLUMES) PARA 1 LITRO DE ÁGUA, E DEIXAR AS CALCINHAS POR 10 MINUTOS NESSE MOLHO. AO COMPRAR SUAS CALCINHAS, DÊ PREFERÊNCIA AOS MATERIAIS NATURAIS COMO O ALGODÃO E DEIXE AS SINTÉTICAS PARA OCASIÕES ESPECIAIS.ESSAS DICAS VALEM TAMBÉM PARA OS BIKINIS E MAIÔS. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

GONORRÉIA É UMA DST. SAIBA MAIS...

A Gonorréia, também conhecida como blenorragia ou esquentamento, é uma doença sexualmente transmissível (DST) comum. A doença pode afetar todas as partes do corpo 
embora apareça primeiramente nas áreas genitais."
Como acontece?

gonorréia é causada por bactéria e é altamente contagiosa. A bactéria pode entrar no corpo através de qualquer abertura corporal (vagina, boca, reto).
                
Ela é na maioria das vezes transmitida através da relação sexual. Nos homens, a infecção normalmente começa na uretra (o canal por onde passa a urina). Nas mulheres, a bactéria normalmente infecta primeiramente o colo do útero. A bactéria pode infectar a garganta e o reto após sexo oral e anal.Um bebê, cuja mãe tenha gonorréia, pode ter seus olhos infectados durante o nascimento ao passar pelo canal vaginal.

Quais são os sintomas?Você pode ter gonorréia sem ter nenhum sintoma evidente. Quando os sintomas existem, normalmente aparecem entre 2 e 10 dias após a infecção. Eles podem incluir:
- Sensação de queimação ou dor ao urinar
- Vontade freqüente de urinar
- Corrimento turvo e denso do pênis
- Corrimento vaginal turvo, amarelo com odor desagradável
- Dor de estômago (nas mulheres)
- Sangramento menstrual anormal
- Ânus ou reto inflamados (após relação sexual anal)
Inflamação de garganta (após relação sexual oral)
- Dor no escroto ou testículos.
Se um bebê pegar gonorréia durante o nascimento, um ou ambos os seus olhos ficarão fortemente inflamados.

Como é diagnosticada?
Muitas disfunções e doenças sexualmente transmissíveis podem causar sintomas similares aos da gonorréia. Para confirmar se tem gonorréia, seu médico examinará uma amostra do corrimento da uretra do pênis ou do colo do útero. A urina também pode ser testada com um novo exame chamado LCR.
Como é tratada?gonorréia é tratada através de antibióticos, ministrados tanto por via oral quanto por injeções. Devido ao fato de muitas pessoas com gonorréia terem chlamidya (outra doença sexualmente transmissível), talvez deva usar mais de um remédio para curar ambas as doenças. Diga ao médico se é alérgico a penicilina.
Quanto tempo apresenta sintomas?Os sintomas dependem de há quanto tempo tem a doença, há quanto tempo a infecção foi transmitida e se já teve a doença anteriormente.Nos homens, se somente a uretra foi infectada, a gonorréia desaparecerá cerca de dois dias após o início do tratamento. No entanto, ainda que os efeitos tenham cessado, a medicação oral deverá ser tomada durante todo o tempo prescrito. Sem tratamento, a uretra pode apresentar cicatrizes acarretando em incapacidade de urinar normalmente ou esterilidade (incapacidade de conceber filhos).Nas mulheres, se somente o colo do útero for infectado, a gonorréia desaparecerá cerca de dois dias após iniciado o tratamento. No entanto, ainda que os sintomas tenham cessado, a medicação oral deverá ser tomada durante todo o tempo prescrito. Sem tratamento, a bactéria pode se espalhar pelo útero, ovários e trompas de falópio, causando possivelmente esterilidade e doenças pélvicas inflamatórias (infecção nas trompas) e risco de gravidez tubária. Se a bactéria entrar na corrente sangüínea, multiplicar-se e espalhar-se, a gonorréia também pode causar artrite, febre, meningite e morte.
Que cuidados devem ser tomados?
Faça retorno médico em 1 ou 2 semanas, para ter certeza de que a bactéria causadora da gonorréia desapareceu. Alguns cuidados imprescindíveis:
- Tome a medicação durante todo o tempo prescrito, ainda que os sintomas tenham cessado antes de ter acabado a medicação.
- Pare de ter relações sexuais até que seu médico diga que não há mais evidências da doença.




É importante dizer ao(s) seu(s) parceiro(s) sexual que ele(s) está(ão) exposto(s) à gonorréia. Outros cuidados:
- Diminuir o risco de infecção, usando sempre preservativos durante relação sexual.
- Não compartilhar toalhas ou objetos pessoais íntimos que podem conter bactéria
Ainda que você não tenha sintomas, mas tenha tido alguma relação sexual sem proteção (sem preservativo), procure seu médico ou clínica para checar gonorréia ou outras DSTs.



Traduzido por: Cristiane Gallo Marques
Original de: Phyllis G. Cooper, R.N., M.N. e "Clinical Reference Systems"
Como prevenir a Gonorréia e as suas complicações

terça-feira, 1 de novembro de 2011

CORRIMENTO? PODE SER CANDIDÍASE...

A candidíase, especialmente a candidíase vaginal, é uma das causas mais frequentes de infecção genital. É um corrimento que caracteriza-se por prurido (coceira), ardor, dispareunia (dor durante a relação) e pela eliminação de um corrimento vaginal em grumos, semelhante à nata do leite. Com frequência, a vulva e a vagina encontram-se edemaciadas (inchadas) e hiperemiadas (avermelhadas). As lesões podem estender-se pelo períneo, região perianal e inguinal. No homem apresenta-se com hiperemia(vermelhidão) da glande e prepúcio e eventualmente por um leve edema(inchaço) e pela presença de pequenas lesões puntiformes, avermelhadas e pruriginosas. Não é uma doença de transmissão exclusivamente sexual. Existem fatores que predispõe ao aparecimento da infecção : diabetes melitus, gravidez, uso de contraceptivos orais, uso de antibióticos e medicamentos imunosupressivos, obesidade, uso de roupas justas,calcinhas de lycra, etc.
obs- veja e leia o artigo sobre como evitar corrimentos




 


sábado, 11 de setembro de 2010

CORRIMENTO...O QUE É? COMO É? COMO EVITÁ-LO? COMO TRATÁ-LO?


O que é corrimento vaginal?

Caracteriza-se por uma irritação na vagina ou na vulva ou por saída de secreção vaginal anormal (corrimento) que pode ou não apresentar cheiro desagradável. Pode ser acompanhado de coceira, ardência ou aumento da freqüência urinária.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito pelo ginecologista através da história clínica da paciente, exame ginecológico e eventualmente exames complementares. As características do corrimento ajudam muito na identificação do agente causal, por isso uma visita ao ginecologista é muito importante para solucionar o problema. Quais são as causas de corrimento vaginal? As causas mais comuns são: Infecções vaginais Infecções do colo do útero E Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)

Como evitar o corrimento vaginal?

- Use roupas que não comprimam a região genital. As calças devem ser mais largas, de tecidos leves e não sintéticos.

- Dê preferência para o uso de calcinhas de algodão. Evite tecidos sintéticos como lycra ou nylon. Uma boa opção é aproveitar o período noturno para deixar a pele da região genital respirar, para isso a mulher pode dormir sem calcinha.

- Roupas íntimas devem ser lavadas com sabão de côco ou sabão neutro. O uso de amaciantes e água sanitária é contra-indicado, já que esses produtos aderem à fibra do tecido e podem levar ao desenvolvimento de vaginites químicas.

- Procure imediatamente um ginecologista no início dos sintomas e jamais use medicamentos por conta própria.

- Para a higiene íntima use sabonete neutro ou produtos apropriados para a higiene da região genital.Evite os sabonetes comuns e os que contém cremes hidratantes ou corantes.

- Evite desodorantes íntimos e produtos como talcos ou perfumes.

- Duchas vaginais podem retirar a proteção natural da vagina, favorecendo o crescimento de fungos ou bactérias.

- Evite o uso excessivo de tecidos sintéticos e jeans. Seque a roupa íntima em locais secos e arejados, de preferência expostas ao sol. E passe com ferro as calcinhas antes do uso.

- Evite ficar muito tempo com biquinis molhados.

- Para depilação da região genital deve sempre ser usada cêra descartável e observar as condições de higiene do local que oferece o serviço.

- Durante a menstruação, troque o absorvente quantas vezes forem necessárias, dependendo do fluxo e com um mínimo de três vezes ao dia.

- O uso de absorventes diários não é recomendado. Eles impedem a transpiração da região genital, favorecendo o crescimento de fungos e bactérias.

- Absorventes internos podem ser usados desde que trocados com regularidade.

Evite papel higiênico colorido ou perfumado. Eles podem agredir a mucosa genital.

- Um lubrificante íntimo pode ser uma boa alternativa para manter a lubrificação da mulher durante a relação sexual.

Procure um ginecologista regularmente para realizar exames ginecológicos preventivos.

Não use medicamentos por conta própria. A auto-medicação é uma das principais causas de corrimentos crônicos.

HOMEM TÊM CORRIMENTO?


Normalmente atribui-se "corrimento" às mulheres, porém, toda vez que a mulher ou o homem apresentam como sintoma, secreções nos orgâos genitais podemos popularmente dizer que é um corrimento...Nos homens o mais comum é o "corrimento" ou secreção causada pela gonorréia que anda meio "esquecida como DST porque deu-se mais destaques a doenças muito mais graves... A gonorréia é normalmente transmitida pelo sexo oral, anal,e vaginal mas também aparece nos olhos e o contato pode transmitir facilmente.

A gonorreia é uma doença de transmissão sexual causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que infecta o revestimento mucoso da uretra, do colo uterino, do reto e da garganta ou da membrana branca (conjuntiva) dos olhos. A bactéria pode propagar-se através da corrente sanguínea para outras partes do corpo, especialmente a pele e as extremidades. Nas mulheres, pode subir pelo trato genital para infectar as membranas que se encontram dentro da bacia, causando dor pélvica e problemas reprodutivos. Sintomas Nos homens, os primeiros sintomas costumam aparecer de 2 a 7 dias depois da infecção. Começam com queixas ligeiras na uretra, seguidas, poucas horas depois, de uma dor fraca ou intensa ao urinar e uma secreção de pus proveniente do pénis. O homem tem uma necessidade imperiosa e frequente de urinar, que piora à medida que a doença se estende à parte superior da uretra. O orifício do pénis pode adoptar uma cor vermelha e inchar. Nas mulheres, os primeiros sintomas costumam surgir entre 7 e 21 dias após a infecção. As mulheres infectadas não apresentam habitualmente sintomas durante semanas ou meses e a doença só se descobre depois de se ter diagnosticado a mesma afecção no seu parceiro masculino e ela ser examinada por ter estado em contacto com ele. Se aparecerem sintomas, costumam ser ligeiros. Contudo, algumas mulheres têm sintomas graves, como uma necessidade frequente de urinar, dor ao urinar, secreção vaginal e febre. O colo uterino, o útero, as trompas de Falópio, os ovários, a uretra e o recto podem ser infectados e provocar uma grande dor pélvica ou queixas durante o coito. O pus, que aparentemente provém da vagina, pode provir da cérvix, da uretra ou das glândulas próximas do orifício vaginal. As mulheres e os homens homossexuais que mantêm relações sexuais por via anal podem contrair gonorreia rectal. A doença pode causar mal-estar à volta do ânus e secreções provenientes do recto. A zona que rodeia o ânus torna-se vermelha e fica em carne viva, enquanto as fezes se cobrem de muco e pus. Quando o médico examina o recto com um anuscópio (tubo de visualização), é possível distinguir muco e pus sobre a parede do mesmo. O sexo oral com uma pessoa infectada pode causar gonorreia na garganta (faringite gonocócica). Em geral, a infecção não provoca sintomas, mas em certos casos produz dor de garganta e mal-estar ao engolir. Se os humores infectados entrarem em contacto com os olhos, pode verificar-se uma infecção externa do olho (conjuntivite gonocócica). Os recém-nascidos podem infectar-se com gonorreia através da sua mãe no momento do parto, o que lhes provoca edema de ambas as pálpebras e uma descarga de pus proveniente dos olhos. Nos adultos costumam verificar-se os mesmos sintomas, mas em regra só um olho é infectado. Se a infecção não receber tratamento, pode originar cegueira. A infecção vaginal nas crianças e raparigas pequenas costuma ser o resultado de um abuso sexual por parte de adultos; porém, em casos raros pode resultar da manipulação de objectos caseiros infectados. Os sintomas compreendem irritação, vermelhidão e inflamação da vulva, com secreção de pus proveniente da vagina. A jovem refere habitualmente queixas na zona vaginal ou uma sensação dolorosa ao urinar. O reto também pode ficar inflamado e as secreções podem manchar a sua roupa interior. Diagnóstico O diagnóstico é feito de imediato ao identificar-se a bactéria (gonococo) ao microscópio. Em mais de 90 % dos homens infectados, diagnostica-se através de uma amostra da secreção uretral. Contudo, este diagnóstico só se consegue fazer em 60 % das mulheres infectadas utilizando uma amostra da secreção cervical. Se não se descobrem bactérias ao microscópio, esta secreção é enviada ao laboratório para a sua cultura. Se o médico suspeitar de que existe uma infecção da garganta ou do recto, colhem-se amostras dessas zonas para efectuar uma cultura. Apesar de não existir uma análise de sangue para detectar a gonorreia, é possível colher uma amostra de sangue para diagnosticar se a pessoa também tem sífilis ou uma infecção causada pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH). Algumas pessoas têm mais de uma doença de transmissão sexual. Tratamento A gonorreia trata-se habitualmente com uma única dose de ceftriaxona intramuscular ou então com uma semana de antibióticos orais (em geral doxiciclina). Se a gonorreia se tiver dispersado através da corrente sanguínea, o doente recebe habitualmente tratamento num hospital, em regra com antibióticos endovenosos. Dado que a infecção com Chlamydia é frequente tanto nos homens como nas mulheres com gonorreia e é difícil de diagnosticar, os doentes recebem um tratamento de uma semana com doxiciclina ou tetraciclina ou então uma dose única de azitromicina, outro antibiótico de acção prolongada. Se os sintomas recorrem ou persistem no final do tratamento, podem colher-se amostras para cultura no laboratório, com o fim de se certificar de que o doente está curado. Nos homens, os sintomas de uretrite podem reaparecer, causando uma doença chamada uretrite pós-gonocócica. É quase sempre provocada por Chlamydia e outros microrganismos que não respondem ao tratamento com ceftriaxona e ocorre particularmente em doentes que não seguem o esquema de tratamento. Complicações da gonorreia Numa complicação rara da gonorreia, a infecção propaga-se pela corrente sanguínea para uma ou várias articulações que, como consequência, incham e doem terrivelmente, limitando o movimento. A infecção da corrente sanguínea também pode favorecer a formação de pontos cheios de pus na pele, o aparecimento de febre, uma sensação de mal-estar geral ou dor em várias articulações, que passa de uma para a outra (síndroma da artrite-dermatite). O interior do coração pode ser infectado (endocardite). A infecção da cobertura do fígado (periepatite) produz uma dor semelhante à da afecção da vesícula biliar. Estas infecções são tratáveis e raramente se revelam mortais, mas a recuperação da artrite e da endocardite pode ser lenta.
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